Fonte: R7.com
Pesquisadores querem criar remédio para alterar nível de atividade em humanos
A diferença entre sair de casa para praticar exercícios físicos, ou ficar deitado no sofá da sala comendo pipoca, pode ser mais uma questão genética e hereditária do que a própria motivação pessoal. Essa é a conclusão de uma pesquisa realizada por biólogos da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Os cientistas descobriram que fazer atividades físicas diariamente é uma capacidade hereditária, cuja genética pode ser transmitida de geração para geração.
Após realizar experimentos com ratos de laboratório, eles perceberam que, após cruzar animais criados para serem excelentes corredores, o resultado foram descendentes altamente velozes. Com isso, os pesquisadores notaram que o nível de atividade física pode melhorar a partir da reprodução seletiva.
Segundo Theodore Garland Jr., professor de Biologia da universidade e autor do estudo, as descobertas têm implicações para a saúde humana. A ideia dele é desenvolver medicamentos que atinjam especificamente os genes da atividade física.
- No futuro, esses remédios poderão tornar os exercícios mais prazerosos para essas pessoas. Além disso, elas irão sentir mais desconforto quando ficarem sentadas por longos períodos de tempo.
Segundo Garland, existe uma variação muito grande na aptidão para atividades físicas entre os seres humanos – enquanto alguns não saem do sofá, outros nunca deixam de se exercitar.
- Nós temos uma enorme epidemia de obesidade na sociedade ocidental e entendemos pouco sobre essa diferença para os exercícios físicos.
Com os resultados, os biólogos querem entender mais sobre os processos evolutivos, o que pode levar a novas estratégias de terapia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário