A hipertrofia muscular é um desejo que aumenta cada vez mais entre os adeptos de academias, mas hoje existem tratamentos para o crescimento do músculo, sem manifestar efeitos colaterais
Uma lei aprovada há três meses na Câmara de Vereadores de Curitiba e homologada pelo prefeito Luciano Ducci determina que as academias de ginásticas, os centros esportivos e os estabelecimentos comerciais de "nutrição esportiva" são obrigados a fixarem em local visível cartaz advertindo para os riscos do consumo de anabolizantes. O desrespeito à lei prevê multa no valor de R$ 5.300,00 e até recomendação para suspensão de alvará de funcionamento ou interdição provisória. A fiscalização e o controle sobre o cumprimento da lei cabe à Secretaria Municipal da Saúde, mas os estabelecimentos terão amplo direito a defesa, em processo administrativo.
No Brasil, apesar da proibição de venda, os esteróides são consumidos em larga escala. Os anabolizantes são substâncias sintéticas similares aos hormônios sexuais masculinos e promovem, portanto, aumento da massa muscular e o desenvolvimento de caracteres masculinizantes. O uso indiscriminado provoca 69 efeitos colaterais já documentados. Em garotos e homens existe a redução da produção de esperma, retração dos testículos, impotência sexual, dificuldade ou dor ao urinar e calvície. Também parada no crescimento de crianças, depressão, fadiga, insônia, diminuição da libido, dores de cabeça, dores musculares, problemas hepáticos, derrame cerebral e até câncer.
Segundo o autor da proposta, o vereador e presidente da Câmara João Cláudio Derosso, vem crescendo o número de consumidores da droga. "A busca de corpos esculpidos à base de remédio está levando jovens de aparência saudável ao vício muitas vezes sem volta", afirma. Segundo ele, não são apenas os atletas em busca de mais força, velocidade e resistência dos músculos que fazem consumo deste tipo de substância. "Homens, jovens e mulheres que querem apenas ganhar massa corporal em pouco tempo também se deixam seduzir pelos efeitos da droga. Muitas vezes, é o próprio instrutor que oferece as drogas aos alunos", pondera o vereador.
A hipertrofia muscular é um desejo que aumenta cada vez mais entre os adeptos de academias, especialmente os mais jovens, que muitas vezes desconhecem a gravidade dos efeitos colaterais no uso destas substâncias, bem como os distúrbios psicológicos causados nos usuários. "As pessoas que usam anabolizantes ficam mais agressivas, tem alteração no desejo sexual, infertilidade e problemas de sono. São problemas que afetam diretamente o estado emocional e psicológico dos usuários. No caso das mulheres, outro fator que caracteriza o uso anabólico exagerado é o aparecimento de pelos", explica a médica Ulysséa Menezes da Costa Duarte, do Linnus Institute - Centro Avançado de Medicina Preventiva e Estética Médica.
Segundo a especialista, já é possível substituir os anabolizantes perigosos por aminoácidos que liberam o hormônio do crescimento produzido pela hipófise. Outras substâncias trabalham no objetivo de ajudar no crescimento do músculo, mas sem manifestar efeitos colaterais. Este tipo de tratamento, associado a exercícios físicos e uma alimentação adequada, é possível alcançar um ganho considerável e saudável de músculos. Mas para assegurar o desenvolvimento muscular saudável, de acordo com a especialista, é sempre necessário o acompanhamento médico.
Um exemplo é o Power Muscle, um programa intensivo para definição e hipertrofia mais acelerada. "O paciente passa por consulta médica, tem aplicações de soro energético, com substâncias próprias para a hipertrofia muscular, passa por aplicações de aminoácidos injetáveis com DMAE, que contribuem bastante na definição muscular. O tratamento também contribui para aumentar a disposição e a energia. Além disso, o programa inclui uma orientação nutricional personalizada", afirma a especialista. Segundo ela, a supervisão médica e nutricional, associada a trabalho de um personal trainer é o caminho ideal para que se consiga resultados plenos em relação à dieta, a suplementação específica e aos exercícios. "Mas sempre é necessário levar em consideração o biótipo do atleta e a modalidade esportiva que ele pratica, o sexo, o estágio de treinamento e o condicionamento físico", aconselha a especialista.
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