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ENERGIA ACADEMIA

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Por que fazer dieta deixa as pessoas com raiva?

Exercício do autocontrole gera sentimentos de raiva, aponta pesquisa.
Pensar de forma diferente sobre alguns alimentos é uma das soluções.Você acabou de decidir comer uma maçã em vez de uma barra de chocolate?
Então estar se sentindo feliz, porque está fazendo o que é bom para você mesmo, certo?


Bem, de acordo com pesquisadoras das universidades da Califórnia e Northwestern, ambas nos Estados Unidos, o mais provável é que você esteja com raiva.

Wendy Liu e suas colegas realizaram uma série de experiências com alunos de graduação e concluíram que o exercício do autocontrole gera sentimentos de raiva.

O achado não surpreendeu as pesquisadoras. "Ficamos surpresas que um monte de gente não veja isso", disse Liu.

Autocontrole e raiva

Outros estudos já haviam relacionado o autocontrole com o comportamento agressivo.

As pesquisadoras decidiram concentrar-se nas dietas porque esta é uma uma das formas de autocontrole mais comuns no dia-a-dia da vida moderna.

Os estudos médicos descobriram que pessoas em dieta tendem a ser irritáveis e agressivas, escrevem as pesquisadoras.

A teoria mais aceita para explicar o fenômeno é que o uso do autocontrole desgasta a pessoa, que se torna menos propensa o usar o autocontrole novamente, tornando mais difícil controlar o comportamento agressivo.

Mas as pesquisadoras projetaram seus experimentos para questionar essa teoria: elas queriam ver se as pessoas mostram uma tendência para a raiva mesmo quando não precisam exercer o autocontrole por uma segunda vez.

E foi justamente isso o que ocorreu.

"Não se trata de habilidades," disse Liu. "Você pode continuar exercendo o autocontrole, e ainda assim você fica com raiva."

Evitar as tentações

Então, se usar o autocontrole nos faz sentir raiva, haveria algo que possamos fazer a esse respeito?

Uma dica, segundo as pesquisadoras, é não se colocar em uma posição onde precise usar o autocontrole para escolher uma comida saudável.

Por exemplo, evite encher a geladeira com alimentos não saudáveis que você possa se sentir tentado a comer mais tarde. Para isso, vai ajudar bastante se, no supermercado, você simplesmente não passar pelo corredor das comidas não-saudáveis.

"Você não pode confiar somente na força de vontade", diz Liu.

Opção cognitiva

Você também pode tentar pensar de forma diferente sobre alguns alimentos.

"A razão pela qual nós pensamos que o chocolate é gratificante é porque nós o associamos a uma gratificação imediata", explica Liu.

Então, é só tentar mudar de ideia quanto àquilo que não faz bem à sua saúde - um sabor imediato e de curta duração realmente vale mais a pena do que dias, meses e anos inteiros lastimando o fracasso da sua dieta?

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Gestante pode fazer exercícios? Sim, e deve, mas com cautela. 
Trabalhar o assoalho pélvico e músculos dorsais são algumas das indicações

Os exercícios físicos podem trazer vários benefícios durante a gravidez, uma vez que preparam o corpo para as mudanças que ocorrem durante o período gestacional – ganho de peso, transformações pélvicas, sobrecarga na coluna, entre outras. Com eles, é possível ajudar a reduzir o tempo de trabalho de parto e o de recuperação pós-parto, e também diminuir o risco de diabetes gestacional. Além disso, exercícios de fortalecimento muscular ajudam a evitar a tão comum dor nas costas e a tratar do bebê depois do parto – carregá-lo, dar de mamar, ninar, dar banho etc. Antes de decidir por qual atividade fazer, é imprescindível levar em consideração se, antes de engravidar, a mulher era sedentária ou ativa. No último caso, e dependendo do tipo de atividade já praticada, deve-se diminuir o ritmo, a frequência e o tempo à medida que a gravidez evolui. 

Um dos principais grupos musculares que devem ser trabalhados é o do assoalho pélvico, que fica entre as pernas. Ele ajuda a sustentar a bexiga, o útero e o intestino, e a controlar os músculos que fecham o ânus, a vagina e a uretra. Por isso, seu fortalecimento facilita na hora do parto. "A gestante que fortalece o assoalho pélvico tem maior participação no trabalho de parto, e mais consciência corporal. Evidências científicas têm mostrado a diminuição da duração do trabalho de parto em mulheres que trabalham a região", afirma Gizele Monteiro, fisioterapeuta especializada em ginástica na gravidez.


Outra área importante são as costas, para evitar as dores lombares, além de braços, ombros e pernas. Mas a futura mãe não deve abusar da musculação: é possível fortaceler grupos musculares sem pegar pesado – o que, para as gestantes, é fundamental. Segundo o obstetra Marco Antonio Borges Lopes, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), o fortalecimento deve ser feito por meio de "exercícios em que ocorrem contrações musculares contra alguma forma de resistência, que pode ser uma tornozeleira, um aparelho ou até o próprio peso do corpo. Nessa modalidade são executados movimentos de maneira lenta e cadenciada". Ele aconselha a prática três vezes por semana, em dias alternados, com pouca sobrecarga, de duas a três séries de 12 a 15 repetições em cada exercício.

A grávida também deve procurar fazer atividades aeróbicas de baixo impacto, como caminhadas, bicicleta estacionária e hidroginástica. "Recomendamos que gestantes saudáveis acumulem cerca de 30 minutos de atividade aeróbia moderada o maior número possível de dias na semana", afirma Borges Lopes. As mulheres sem condicionamento físico devem começar com 15 minutos em dias alternados. Também é preciso tomar cuidado com o aumento da temperatura corporal, que, "como foi descrito em trabalhos experimentais, pode causar malformações fetais", afirma o médico. Para evitar o calorão, deve-se usar roupas leves e não exagerar no exercício.

Há algumas atividades proibidas, sobretudo às gestantes sedentárias. A maioria é de alto impacto, exige torções do tronco e do quadril, sobrecarrega joelhos e coluna e/ou força demais o músculo abdominal. "As atividades esportivas (coletivas ou individuais) e as lutas não são indicadas. E os movimentos do pilates devem ser muito bem adaptados para não oferecer risco", diz Gizele. Ela também alerta que qualquer exercício deitado deve ser evitado. "Ao passar dos quatro meses, ao deitar, a gravidade pressiona o sistema circulatório, a artéria aorta e a veia cava, ao lado da coluna. Isso prejudica a circulação sanguínea no corpo da mulher e o sangue que chega até o bebê", afirma a fisioterapeuta.

Ao perceber alguns dos sintomas a seguir, diz o obstetra Borges Lopes, a gestante deve parar com os exercícios. São eles: dores intensas, principalmente na região lombar ou pélvica; cansaço excessivo; tontura, fraqueza e tremedeiras; falta de ar; sangramento ou qualquer tipo de corrimento vaginal em excesso; contrações uterinas, e diminuição acentuada do movimento fetal.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Ataque cardíaco é mais perigoso quando acontece pela manhã

Danos no tecido cardíaco podem chegar a ser 20% mais elevados em quem tem o infarto entre as 6 horas e o meio-dia

Pessoas que sofrem um ataque cardíaco logo pela manhã tendem a ter 20% mais danos no tecido cardíaco e sequelas mais graves. Uma pesquisa publicada no periódico Heart Journal afirma que os infartos que acontecem entre as 6 horas e o meio-dia são mais severos do que aqueles que acontecem nos demais horários do dia ou da noite.


Segundo o estudo, conduzido pelo Centro Nacional de Pesquisa Cardiovascular de Madri, na Espanha, em 811 pacientes, o ciclo natural do corpo de vigília e sono pode ser uma das resposta para a diferença. A equipe liderada por Borja Ibanez não conseguiu identificar, no entanto, quais os mecanismos exatos que fazem o infarto pela manhã ser mais perigoso.


Uma das hipóteses levantadas é que durante o ciclo circadiano (ritmo do corpo durante o período de 24 horas) possa acontecer flutuações no sistema nervoso, nos níveis de cortisol e em outros fatores que aumentem os riscos do ataque cardíaco. Há ainda a hipótese de que existam diferenças na maneira como as células do coração funcionam nos diferentes horários do dia.