Personal Trainers

ENERGIA ACADEMIA

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Gravidez Saudável

Exercícios mantêm a forma e auxiliam na hora do parto; Pilates e alongamento estão entre as atividades mais indicadas



A boa forma na gravidez pode ser alcançada com uma alimentação adequada a exercícios físicos, mas, para aproveitar todos os benefícios da prática esportiva e manter a sua segurança – e a do bebê -, a gestante precisa seguir algumas recomendações.

É fundamental consultar um médico para que ele indique a atividade adequada e também encaixe a prática à rotina de exercícios que a mulher já realizava antes da gravidez. As futuras mamães que têm hábitos sedentários, no entanto, devem tomar cuidado.

As mulheres que já praticavam atividades físicas e nunca sofreram aborto espontâneo podem continuar as atividades após uma adaptação. Já as sedentárias devem iniciar os exercícios após a 12ª semana de gestação. Nesse período, o bebê está em formação, e o risco de aborto espontâneo é maior do que no estante da gestação.

Os exercícios recomendados pelos médicos costumam se adequar ao estado de saúde da gestante e à capacidade que ela tem para realizá-los, mas há modalidades que costumam ser indicadas para grávidas.

“As atividades físicas mais adequadas para gestantes são os exercícios de baixo impacto como caminhadas, alongamento, pilates, ioga, atividades na água e de reforço muscular, como a ginástica funcional, além de modalidades voltadas para a musculatura pélvica”, afirma a “Personal Trainer” Teresa Passarella. Ela acrescenta, ainda, que os alongamentos são importantes para a postura, assim como para a prevenção de incômodos e de dores comuns ao longo da gestação. Durante a gravidez de acordo com os especialistas, não é indicado fazer levantamento de peso - o que não significa, no entanto, que a gestante não possa praticar exercícios utilizando peso.A mulher pode treinar com peso, até porque vai segurar um bebê depois do parto. Ela precisa ter força muscular para agüentar também o peso das mamas e para sustentar o próprio corpo “Guia Práticos de Exercícios para Gestantes” (Phorte Editora).

Os benefícios da prática de exercícios são muitos. “A atividade física é ótima para gestantes. Melhora a circulação, fortalece a musculatura, ajuda na hora do parto e deixa a mulher menos ansiosa”, enumeraTeresa Passarella. Segundo ela, a mulher deve esperar um período para se exercitar depois do parto, que varia de 30a 60dias.

Fonte:Revista da Hora do jornal Agora São Paulo, Domingo. 

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Tabela Gasto Calórico por atividade




Veja quantas calorias são gastas em cada atividade física
A tabela apresentada abaixo mostra a quantidade de calorias gastas para cada tipo de atividade física.

As atividades estão divididas em dois tipos:


 Atividades Físicas
AtividadesGasto Calórico (30 minutos)
Alongamento90
Andar a cavalo81
Andar de Patins196
Andar de bicicleta126
Andar acelerado276
Andar na esteira elétrica156
Andar rápido na esteira elétrica270
Andar em areia dura160
Andar em areia fofa190
Andar na areia molhada, que afunda195
Andar no mar com água nas canelas140
Aula de circuito339
Bicicleta ergométrica250
Body Combat300
Body Pump190
Correr a 12 km/h445
Correr em terreno plano310
Correr em terreno irregular330
Correr em areia fofa370
Correr na subida400
Dançar200
Elíptico250
Escalar montanha290
Escalar paredão245
Esgrima240
Esquiar na água310
Esquiar na Neve290
Ginástica aeróbica200
Ginástica localizada130
Ginástica Olímpica210
Musculação Puxada240
Musculação Leve160
Hidroginástica150
Ioga50
Jogar basquete280
Jogar frescobol190
Jogar Futebol330
Jogar Futevôlei200
Jogar Frisbee120
Jogar Handebol300
Jogar Peteca125
Jogar Squash315
Jogar tênis Simples240
Jogar tênis dupla130
Jogar polo aquático320
Jogar vôlei de praia150
Jogar Vôlei de Quadra105
Jogar Tamborel100
Lutar Boxe300
Lutar capoeira270
Lutar Karatê290
Lutar Jiu-Jitsu280
Lutar judô285
Lutar kung fu290
Lutar Tae Kwon Do280
Nadar Crawl255
Nadar de costas250
Nadar Borboleta280
Nadar Peito260
Praticar mergulho (cilindro)115
Praticar mergulho (Snorkel)90
Pula Corda220
Pular de para quedas135
Pular de Paraglider145
Remar280
Salto em altura295
Salto em extensão290
Spinning400
Step315
Transport300

Atividades Cotidianas

AtividadesGasto Calórico (30 minutos)
Amamentar54
Arrumar a cama66
Arrumar a mala60
Arrumar o Armário80
Assistir televisão41
Bater a tecla do computador48
Bater palmas50
Bater Papo no telefone55
Beber água40
Beijar30
Cantar55
Carregar um bebê (recém nascido) no colo70
Compras no supermercado70
Cozinhar90
Cuidar de Plantas100
Depilar as pernas com cera50
Depilar as pernas com gilete45
Desenhar60
Dormir30
Dirigir o carro80
Dirigir a moto95
Empurrar um carrinho de bebe80
Escovar os dentes40
Fazer sauna seca100
Fazer massagem em alguém110
Jogar Vídeo Game50
Ler50
Levar o cachorro para passear150
Meditar20
Passar Aspirador de Pó175
Sexo280
Subir escadas310
Tocar Bateria115
Tocar Flauta70
Tocar guitarra e Baixo80
Tocar Piano70
Tocar Violão75
Tomar banho de chuveiro60
Tomar sol35
Tirar o Pó de Moveis100

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A força do pilates

O método PILATES começa a ser indicado por médicos e ganha espaço dentro dos hospitais para auxiliar na recuperação de males como dor, câncer e doenças neurológicas.


No mundo do fitness, a explosão de novas modalidades é uma constante. Mas, normalmente, com a mesma velocidade com que surgem, elas desaparecem após poucos meses. 

Quando resistem, tornam-se aqueles fenômenos que mudam a história da malhação e a maneira como enxergamos a atividade física. 
Foi assim com o surgimento da aeróbica, com a expansão da musculação e assim está sendo com o Pilates
Criado pelo alemão Joseph Pilates durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), o método rapidamente caiu no gosto dos bailarinos, que o usavam como complemento ao treino. Mas foi só a partir da década de 90 que se popularizou, atraindo milhares de adeptos em todo o mundo e tornando-se a maior revolução do fitness dos últimos anos. 
“Isso faz dele o método de condicionamento físico que mais ganha adeptos no mundo.”

As razões para se buscar o Pilates são as mais variadas. 

Há desde os desejosos de esculpir o corpo (inspirados por celebridades como a cantora Madonna, que credita parte de sua boa forma à técnica) até os interessados em exercícios capazes de ajudar na prevenção ou na recuperação de problemas como dores e lesões.


Como anseios tão diferentes cabem dentro de um mesmo método? “Pilates se preocupou em criar uma técnica que trabalha a saúde como um todo”, considera Inelia Garcia, uma das primeiras instrutoras do método no Brasil e hoje dona de um império com mais de 47 estúdios e dez mil alunos espalhados por todo o País. “O corpo torna-se mais forte, flexível e resistente”, diz. “Na parte mental, os exercícios melhoram a concentração e a memória. E o trabalho com a respiração ajuda no controle das emoções”, completa.

A abrangência das lições deixadas por Pilates chama mesmo a atenção. Vem de uma preocupação constante que guiou o seu trabalho: imprimir ciência à técnica. 

Toda a metodologia de Pilates parte do conceito de “centro de força” (ou power house). O termo, por ele criado, define a região central do corpo humano. “São os músculos da coluna, do quadril, das coxas e do entorno do abdome,  incluindo também os flexores e extensores da coluna e do quadril e estão na musculatura profunda da pelve.” De acordo com os princípios preconizados por Pilates, fortalecer essa região é a melhor maneira de garantir uma boa sustentação para o corpo humano.

Ao compreender o trabalho muscular realizado durante os movimentos, Pilates criou exercícios e aparelhos capazes de estimular os músculos, inclusive os mais profundos e em geral pouco acionados no cotidiano. 

Os resultados são tão impressionantes que têm ocupado o tempo dos cientistas. Parte deles está especialmente interessada em levantar mais do que transformações corporais que o método pode proporcionar. Querem conhecer as suas possíveis indicações terapêuticas.

E o que se descobriu até agora é alentador. Um exemplo: trabalhos demonstram que a técnica pode ser eficaz para a redução das dores, com efeitos animadores em casos de dor lombar e de fibromialgia (dor crônica sem origem aparente, mais comum em mulheres, e sentida em vários pontos do corpo). 

Um dos estudos pioneiros foi feito no Departamento de Medicina do Esporte e Reabilitação do Instituto Ortopédico Gaetano Pini, na Itália. Os pesquisadores recrutaram 43 pacientes com dor lombar. Parte deles fez Pilates, enquanto os demais foram submetidos ao tratamento da Escola da Coluna (método fisioterapêutico criado na década de 60). 
Ao fim de dez dias, quem praticou Pilates teve ganhos similares aos da fisioterapia tradicional, mas com uma vantagem: estava muito mais contente. Entre os que tiveram aula de Pilates, 61% declararam-se muito satisfeitos com a terapia, contra 4,5% entre os que foram submetidos à outra técnica.

As comprovações têm encorajado médicos a indicar a técnica a seus pacientes. “É um recurso muito útil, em especial nos casos de dor nas costas sem causa específica”, afirma o traumatologista e ortopedista Alberto Mendes, de São Paulo. “Além do alongamento e do equilíbrio postural, o Pilates faz um trabalho de fortalecimento muscular muito positivo, pois ajuda na sustentação da coluna”, diz o médico. O reconhecimento da importância do método também pode ser medido por sua incorporação pela fisioterapia. “Temos uma resolução que ampara o fisioterapeuta no uso do Pilates como recurso terapêutico”, diz Wiron Correia Lima, presidente da Sociedade Brasileira de Fisioterapia.

A chave para entender esses benefícios está em um dos fundamentos preconizados pelo alemão Pilates: o equilíbrio. “Quando as cadeias musculares estão em equilíbrio,redução da dor”, explica Osvandré Lech, presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia, que também indica o método. Pessoas em busca de redução da dor já formam um grupo comum nos estúdios. 
O fluxo de pacientes dos consultórios para os estúdios tem inspirado outra tendência: a oferta de Pilates dentro dos próprios hospitais. Na Clínica Mayo, centro de referência médica mundial, localizada nos Estados Unidos, o interesse nos benefícios que a técnica pode oferecer a pessoas doentes é tão grande que a instituição está realizando uma pesquisa para delinear melhor os ganhos obtidos. “Há um grande número de pessoas que tiveram câncer aderindo ao método”, informa a médica Daniela Stan, da instituição americana. A pesquisadora está concluindo um estudo com 15 mulheres, previsto para ser publicado no início de 2012. Durante três meses, as voluntárias participaram de aulas na instituição sob os olhos atentos de Daniela. “Há melhoria dos movimentos no lado do corpo afetado pela doença, assim como maior flexibilidade”, disse à ISTOÉ. “Também notamos melhora no humor e na satisfação com o corpo.”

Outra instituição a oferecer aulas é o prestigiado M. D. Anderson Cancer Center, também nos Estados Unidos. Por lá, pacientes que têm ou tiveram tumor de mama podem usufruir de uma aula por semana, indicada para ajudar no controle dos sintomas, como dor e fadiga. Na Suny Upstate Medical University, em Siracusa (EUA), as indicações são mais amplas. “Usamos para ajudar na reabilitação de pessoas com problemas músculo-esqueléticos”, contou à ISTOÉ Karen Kemmis, fisiologista do exercício e responsável pelo serviço. “Se alguém, por exemplo, sofre com dor no ombro e minha avaliação mostra que essa pessoa não tem um bom controle do movimento nessa região, usamos o Pilates para melhorar os padrões de movimento, prevenindo a ocorrência de mais prejuízos na área”, explicou.

No centro americano, o método é utilizado ainda para auxiliar na reabilitação de portadores de doenças neurológicas. “Entre eles estão indivíduos com doença de Parkinson e que sofreram acidente vascular cerebral”, contou Karen. Nesses casos, além de contribuir para a melhora de movimentos prejudicados, estimula a habilidade de concentração.

A tendência de implementar estúdios em hospitais já começa a ser vista também por aqui. Exemplos são os hospitais Brasil, Integrante da Rede D’Or, e Albert Einstein, ambos em São Paulo. “Usamos como continuidade do tratamento ortopédico em pacientes que tiveram alta”, explica a fisioterapeuta Simone Przewalla, do Albert Einstein.

“Entre outros benefícios, o Pilates reduz o estresse”, diz a cardiologista Isa Bragança.

Mas não só o uso clínico do método tem merecido atenção dos cientistas. Responder a perguntas ainda não esclarecidas na área do fitness também é objeto frequente das pesquisas. Quem busca o Pilates apenas como uma forma de malhação vê na prática um modo de ganhar força e flexibilidade. E, claro, melhorar a definição da área abdominal. Mas será que isso pode mesmo ser atingido? De acordo com os pesquisadores que têm se dedicado a estudar a prática, sim. E a boa notícia é que os resultados aparecem pouco depois das primeiras aulas. Foi a conclusão à qual chegaram pesquisadores do Centro de Saúde da Turquia. 

Ao acompanhar um grupo de 38 mulheres sedentárias, eles perceberam que cinco semanas após o início das aulas o corpo já respondia aos estímulos dados pelos exercícios. Nas 21 voluntárias submetidas à técnica houve aumento da força nos músculos abdominais e melhora na flexibilidade. 
Pesquisa semelhante realizada na Universidade do Estado do Colorado (EUA) constatou esses mesmos ganhos entre voluntários de meia-idade. “E os benefícios foram percebidos com a prática de exercícios de intensidade relativamente baixa, que podem ser realizados sem aparelhos”, anotou no estudo June Kloubec, coordenadora do trabalho.

Mas há o outro lado da moeda. Após testes realizados para o Colégio Americano de Medicina do Esporte pela pesquisadora Michele Olson, da Universidade de Auburn, no Alabama (EUA), acendeu-se o alerta vermelho para a crença de que o Pilates pode ser usado como método de emagrecimento por si só. O que Michele constatou foi que a queima calórica das aulas da modalidade é baixa. No nível básico, uma hora de Pilates equivale a menos de 200 calorias. “Pilates é um treino de força e resistência”, disse Michele à ISTOÉ. “Se a pessoa quer queimar calorias, o melhor é praticar corrida ou spinning”, acrescentou. Isso não significa dizer, porém, que é preciso trocar o estúdio pelo tênis. 

O Pilates pode ajudar a emagrecer. “Ao começar a praticar, o aluno percebe mudanças positivas no corpo, como força, alinhamento postural, menos dores”, diz a fisioterapeuta Kátia Pinho, do Studio Airmid, de São Paulo. “Sua autoestima aumenta muito, o que é fundamental para iniciar um programa de emagrecimento.”

Além disso, ele contribui para manter o peso. O trabalho muscular aumenta a massa magra no corpo que, por sua vez, potencializa o consumo calórico do organismo. Na prática, quer dizer que ganhar músculos (e para isso o Pilates é muito válido) aumenta a quantidade de calorias consumidas pelo corpo para manter-se, pois as células musculares gastam mais energia para funcionar do que as células de gordura. Mais uma das qualidades do .


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Número de obesos supera o de famintos no mundo, diz Cruz Vermelha

Obesidade atinge 1,5 bilhão de pessoas no mundo enquanto que 925 milhões apresentam quadro de desnutrição.


O número de pessoas obesas supera o de famintos no mundo, mas o sofrimento dos desnutridos está aumentando, em meio a uma crescente crise alimentar, alertou a Cruz Vermelha Internacional nesta quinta-feira.

O grupo humanitário, com sede em Genebra, dá destaque ao tema nutrição em seu relatório anual World Disasters Report, divulgado em Nova Délhi, que se volta para o abismo entre ricos e pobres e aos problemas causados pelo aumento recente dos preços.

Em estatísticas usadas para ilustrar o acesso desigual à comida, a Cruz Vermelha assinala que 1,5 bilhão de pessoas sofriam de obesidade no mundo no ano passado, enquanto 925 milhões estavam desnutridas.

"Se a livre interação entre as forças do mercado produziram um resultado em que 15% da humanidade passam fome, enquanto 20% estão obesos, alguma coisa deu errado", disse o secretário-geral, Bekele Geleta.

O diretor para a Ásia e o Pacífico, Jagan Chapagain, em entrevista coletiva na capital indiana, assinalou que "o excesso de nutrição, atualmente, mata mais do que a fome".

O problema da fome existia não porque faltava comida no mundo, lembrou Chapagain, mas por causa de falhas na distribuição, do desperdício, e do aumento dos preços, que tornou os alimentos inacessíveis.

O preço dos alimentos deu um salto global em 2011, aumentando os temores de um retorno da crise de 2008, que levou a distúrbios e à instabilidade política em vários países.

O aumento do preço dos alimentos, que a Cruz Vermelha diz se dever à especulação e às mudanças climáticas, entre outros fatores, contribuiu para a instabilidade no norte da África e no Oriente Médio este ano. "Uma nova rodada de inflação está puxando muitas das pessoas mais pobres do mundo para a pobreza extrema, e para situações de fome severa e desnutrição", alerta a organização.

O World Disasters Report é uma publicação anual da Cruz Vermelha Internacional que procura dar destaque a um tema que gere preocupação em todo o mundo. O relatório do ano passado concentrou-se na urbanização, e o de 2009, no vírus HIV.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Cuidar da saúde dos pés ajuda a evitar dores e problemas futuros

Conheça os prós e contras de cada calçado, os motivos que levam às cãibras e as vantagens do escalda-pés




Cuidar da aparência dos pés, fazer as unhas, lixá-los e hidratá-los é fundamental. Mas também é preciso conhecer qual é o seu tipo de pé e de pisada na hora de comprar um sapato, por exemplo. Essa noção sobre si mesmo ajuda a evitar problemas ortopédicos e musculares.






Os exercícios de fortalecimento, que podem ser feitos com uma toalha, também são importantes para quem usa muito os pés e vive se mexendo, correndo, andando, fazendo esporte e usando calçados apertados, impedindo movimentos naturais e fisiológicos.


O fortalecimento é especialmente indicado para quem tem os pés planos (ou “chatos”), porque ficam por inteiro em contato com o chão, principalmente a planta, parte mais atingida porque fica fraca e rebaixada.

5 dicas para os seus pés:

1 – Hidrate-os
As células da superfície da pele absorvem o hidratante e ficam mais saudáveis. Quando você deixa o pé seco, ele se machuca e abre pequenas rachaduras, que servem de porta de entrada para bactérias. O creme evita essas fissuras. Há duas coisas importantes para observar na hora de comprar um hidratante para os pés. Eles devem ter, preferencialmente, lanolina e vaselina. Também é bom evitar passar muita lixa, porque isso aumenta a calosidade e engrossa a sola.

2 – Observe-os ao final do dia
Ficar atento a calos, bolhas e manchas avermelhadas pode ajudar a entender se você está usando um sapato adequado ou não. Se você observa seu pé e percebe que o sapato está deixando-o marcado, pode ser um sinal de que precisa mudar de calçado. Às vezes, aumentar ou melhorar a amarração já pode ser suficiente.

3 – Opte pelo sapato mais flexível
Na hora de comprar um calçado, uma boa dica é sempre optar pelo mais flexível. Borracha dura e solados muito rígidos são problemas que prejudicam a todos, mas ainda mais quem anda muito. O movimento anatômico do sapato na hora de mover o pé é imprescindível.

4 – Para caminhadas, use amortecedor
Na hora de escolher um sapato para caminhar ou correr, é fundamental perceber se ele tem amortecedor. Quando você caminha, seu corpo recebe impacto. No dia a dia, amortecer essa pressão é importante, ainda mais para quem corre ou caminha por muito tempo ou quem está começando.

5 – Ande mais descalço
Andar descalço é bom porque preserva a saúde dos pés e mantém os músculos vivos, ativos, as articulações móveis e as juntas saudáveis. O pé é tão vivo quanto suas coxas, pernas e braços. Pé dentro de calçado é pé “enjaulado”, com pouca possibilidade de se mexer. Pode andar descalço com meia, para quem não gosta de andar com os pés diretamente no chão. Só é preciso cuidar com os idosos, que tendem a escorregar mais. Por isso, eles precisam de sapatos antiderrapantes.


Vantagens e desvantagens de 10 tipos de sapato:
1 - Plataforma: aumenta o risco de quedas, tira a estabilidade da caminhada, reduz a mobilidade e altera a forma de apoio em mata-borrão dos pés, que é esperada no andar normal.

2 - Salto alto com bico fino: muda a estrutura e a forma de andar, o bico comprime os dedos, encurta os músculos da batata da perna, aumenta a lordose lombar e favorece as cãibras nos pés e nas pernas.

3- Salto baixo com bico redondo: é melhor que o salto alto, e o bico arredondado é mais indicado para os dedos.

4 - Sapato tipo de boneca: não tem problemas, é confortável e tem o bico redondo e sem salto. Só é pouco flexível.

5 - Bota de cano alto com salto: o salto pode aumentar o risco de quedas ao tirar a estabilidade dos pés.

6 - Bota de cano baixo sem salto: é melhor, pois o cano baixo protege mais de torções em relação ao calçado que não é bota e não tem salto.

7 - Sapato social de homem: tem pouca flexibilidade. É preferível um sapatênis para quem caminha ou fica em pé por muito tempo.

8 - Sapatênis: é melhor que o sapato social, porque o cadarço ajuda a fazer o ajuste com o tamanho dos pés e é mais flexível. Também absorve mais o impacto do dia a dia.

9 - Tênis com solado alto: é muito ruim, prejudica a pisada e não favorece os pés. O problema está na altura do calcanhar, na distância dele em relação ao chão.

10 - Tênis para corrida e caminhada: não pode ter um amortecedor grande, 2 a 3 cm de altura, mas também não pode ter palmilha reta. Precisa ser flexível e confortável.




Fonte:http://www.educacaofisica.com.br/noticias/cuidar-da-saude-dos-pes-ajuda-a-evitar-dores-e-problemas-futuros

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Por que é tão difícil resistir a certos tipos de alimentos?


Chocolate, café e gordura, causam tipo de dependência semelhante à de drogas.Aprenda a reconhecer o seu vício e formas de livrar-se dele.


                           


A Associação dos Comedores Anônimos (ACA) ainda não foi criada. Mas, se existisse, certamente teria um número grande de sócios. A comida pode ser um vício. Não estamos falando aqui de pessoas que comem o tempo todo, mas daquelas que criam uma predileção por determinados alimentos e passam a depender deles para funcionar direito, ou não conseguem controlar a quantidade ingerida. “Isso costuma acontecer com alimentos altamente palatáveis e de alta densidade energética, ricos em açúcar, gordura e farinhas refinadas”, diz a nutricionista Andréia Naves, diretora da VP Consultoria Nutricional (SP). E completa: “Eles geram um consumo compulsivo e incontrolável e, consequentemente, uma sensibilização do organismo à substância, com sintomas típicos quando é suprimido, como ansiedade, agressividade e alterações de humor”.

Só que, diferentemente das drogas, os alimentos são necessários à vida. Comer é um comportamento que envolve vários processos hormonais. Por isso, fica tão difícil comprovar que a vontade excessiva de ingerir algo seja um vício. Mas a cada dia novas pesquisas comprovam que certos alimentos podem, sim, alterar o funcionamento cerebral, como faz a cocaína, por exemplo. Boa parte dos experimentos foi feita com ratos, uma vez que é um risco grande desenvolver propositadamente o vício em uma pessoa.

Vontade de comer
Não se pode negar que há um forte componente psicológico e comportamental na dependência por um determinado alimento. É o que acontece naqueles dias em que você chega em casa depois de um dia difícil de trabalho e tudo o que quer é cair de boca em uma torta de chocolate, doce e gordurosa. “Nesse caso, o hábito pode ser abandonado em qualquer fase da vida sem maiores problemas”, diz o endocrinologista Geraldo Medeiros, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), que sequer concorda com o uso do termo vício.

Imaginar uma comida é um forte estímulo psicológico para sentir vontade de comê-la. É aquela situação em que você não consegue ler um livro porque está com ideia fixa em um belo hambúrguer, ou em um sorvete de flocos. Cientistas da Finders University (Austrália) confirmaram esse comportamento. Sempre que a pessoa relatava uma vontade incontrolável de comer algo, a imagem estava vívida em sua cabeça. Ela podia vê-la em detalhes. Para esses casos, ainda segundo os cientistas, funciona tentar criar outra imagem mental, ou até pensar em um cheiro. Por exemplo, os voluntários foram estimulados a imaginar um arco-íris, ou lembrar o cheiro de folhas de eucalipto. Em ambos os casos, a necessidade imediata pela comida diminuiu.

“Todo vício, seja ele por drogas ou por alimentos, é multifatorial. Não se pode desprezar o componente comportamental ligado ao fisiológico”, diz a nutricionista Andréia Naves. Um estudo publicado em novembro de 2010 pelo jornal da Academia Nacional de Ciências dos EUA demonstrou que atitudes prazerosas realmente ajudam a reduzir o estresse. Mais uma vez o objeto do estudo foram os ratos. Os cientistas ofereciam aos animais uma mistura de água com açúcar, que eles gostavam bastante. Nessas circunstâncias, seu cérebro demonstrava uma resposta baixa ao estresse. Em outra parte do experimento, a substância era injetada diretamente no estômago dos ratos, e a resposta ao estresse desaparecia. Ou seja, o açúcar em si nem sempre funciona para reduzir o estresse. Já o prazer que ele traz é altamente eficiente.

Lutar contra um vício nunca é fácil, seja pela dependência química, seja pelo prazer que ele traz. Ainda mais se é uma droga legal, ao alcance de qualquer um na prateleira do supermercado. Mas o preço a ser pago por se deixar levar pela sedução dos sabores é alto e nem sempre merecedor do seu sacrifício.

Escape do círculo vicioso
:: Aprenda a identificar os alimentos que causam compulsão no seu caso. Há os mais comuns (café, chocolate e gordura), mas outros podem ser acrescentados à lista como o sal e o refrigerante. E preste atenção no tanto que está ingerindo, tentando diminuir um pouquinho por dia.

:: Observe a situação. Sempre que sentir um desejo demasiado por determinado alimento, preste atenção em como você está se sentindo: aborrecido, deprimido, ansioso. Nesses momentos é comum sentir vontade de alimentos que trazem recordações boas, como da infância. Busque uma solução para sua situação mental que não seja o alimento.

:: Distraia-se. Quando sentir uma vontade louca por um alimento, tente fazer alguma atividade que mude o seu foco.

:: Evite a fome oculta: “Garanta que está consumindo a quantidade certa das vitaminas e minerais importantes para a mediação dos neurotransmissores”, diz a nutricionista Andréia Naves, e enumera: complexo B (cereais integrais), vitamina C (laranja), triptofano e tirosina (banana), magnésio (folhas verdes-escuro) e selênio (castanha do Brasil).

Chocolate
O carboidrato presente no chocolate aumenta a disponibilidade no cérebro do triptofano, que se transforma em serotonina, o neurotransmissor responsável pelo bem-estar. “Além disso, o chocolate contém anandamida, outro componente que induz a sensação de calma e bem-estar”, explica a endocrinologista Anete Abdo. “Os compostos ativos da maconha também produzem excitação imitando a anandamida. Mas a quantidade presente na droga é muito maior do que aquela do chocolate”, completa Anete. E não se pode esquecer que o chocolate contém cafeína — cerca de 16 mg a 36 mg por barra de 50 g (contra 40 mg a 130 mg por xícara de café).

Café
Os mecanismos da dependência são variados e nem todos bem explicados. Um deles é que a cafeína bloqueia a ação da adenosina, substância calmante produzida pelo cérebro; e aumenta os níveis de dopamina e noradrenalina, responsáveis pelo bem-estar. Quando se suprime o cafezinho, a pessoa sente-se com pouca energia. Daí a necessidade de tomar mais. Além disso, a bebida é vasoconstritora, o que ajuda a aliviar a dor de cabeça provocada pela dilatação dos vasos cranianos. Assim, a pessoa toma café para livrar-se da cefaleia, e, assim que o efeito passa, a dor volta, obrigando a pessoa a beber mais. A cafeína também está presente em chás e refrigerantes, embora em quantidade inferior, mas contribui para seu potencial “viciante”. Importante: para não atrapalhar o sono, é bom evitar a cafeína depois das 16 h.

Carboidratos refinados
Pães, massas e biscoitos feitos com farinha refinada — aquela branca — são capazes de mudar a química cerebral, aumentando os níveis de serotonina, o neurotransmissor que dá a sensação de bem-estar.

Açúcar
“Quanto mais açúcar ingerimos, mais insulina precisamos fabricar para metabolizá-lo. Quando os níveis de insulina estão muito altos, o cérebro não fica sabendo quanta gordura há estocada e manda sinais para o corpo ingerir mais alimentos. Em outras palavras, quanto mais doce comemos, mais temos vontade de comer”, explica a endocrinologista Anete Hannud Abdo, do Programa de Atendimento ao Obeso (PRATO), do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. O açúcar age também no cérebro, aumentando a liberação de dopamina, responsável pela sensação de prazer.

Gordura
O consumo por um tempo prolongado modifica o sistema de recompensa do cérebro e estimula a compulsão. No experimento realizado pelo Scripps Research Institute, quanto mais os ratos consumiam alimentos gordurosos, mais eles preferiam alimentos de pior qualidade nutricional.



Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/noticias/por-que-e-tao-dificil-resistir-a-certos-tipos-de-alimentos